sábado, 29 de setembro de 2007

Trecho 02 : Rio Branco - Puerto Maldonado

Dica: Atenção para a Federal de Brasiléia pois se pegar a condução diretamente para Assis Brasil, que é o mais obvio a se fazer, terá que voltar a Brasiléia pela ausência do visto de saída. O último posto da Federal é o de Brasiléia e não há o que se fazer em Assis Brasil a não ser voltar. Essas informações sobre vistos de entrada e saída são contraditórias mesmo dentro da própria Polícia Federal. Se você de lambuja ainda colocar a imigração peruana na jogada, é um samba do crioulo doido. Mesmo de posse do visto de saída, por um deslize meu e do Policial Federal que me atendeu em Brasiléia, meu passaporte não foi selado, registrada, carimbado, avariado, e rotulado... Se não fosse minha cara de cachorro pidão, teria que voltar. Fomos avisados por um funcionário da rodoviária de Rio Branco desta pegadinha. Os dois trechos ( passagens Rio Branco - Brasiléia - Assis Brasil ) podem ser comprados na rodoviária de Rio Branco mesmo. A soma das duas passagens não sai mais caro e a perda de tempo é mínima.

Em Assis Brasil, último destino em terras brasileiras, sem dúvida nenhuma um táxi irá te abordar. No pacote, ele ira te levar ao posto da imigração em Iñpari para dar a entrada no Peru e te levar a Puerto Maldonado, distante 4:30hs dali. Estrada de terra mas absolutamente transitável. Não espere um táxi londrino mas tenha fé que tudo dará certo!

E foi só sair do Brasil que as histórias começaram.

Na Polícia Federal, agregamos um companheiro espanhol que estava a 8 meses rodando o mundo. Vocês não podem imaginar a felicidade do rapaz ao voltar para um lugar que falasse o idioma dele. Como se não bastasse, ele ainda ficaria quase 5 horas confinado em um carro com um taxista, normalmente famosos por falarem muito. Foram nada mais nada menos que cinco horas de um papo empolgadíssimo. De política internacional americana, passando pela situação de Cuba e Rússia, chegando a cremação de corpos na beira do rio Ganges.

Lá pela segunda horas de muito chão, pó, poeria ( minha licença ao Oswaldo ) passamos, na beira da estrada, por uma família - pai, mãe e chico de colo com suas respectivas mochilas. Nosso táxi para, eles conversam ao jeito deles - muito alto, muito rápido e com muitos gestos, e de repente o motorista abre a mala e lá entram todos. Agora me expliquem: como que um carro ( uma espécie de Parati ) consegue, levando 5 adultos + 4 mochilões ( o "ão" do mochilão vocês podem tomar por base que o espanhol estava a 8 meses viajando e nós apenas começando), oferecer, e o pior, aceitarem, uma carona. A família só conseguia gritar lá de trás "ventana, ventana" para abrimos a janela antes que eles morressem sufocados. Preferiram soterrados na poeira!


el super táxi

Chegasse a beira de um rio e após uma travessia de canoa, Puerto Maldonado nos esperava. Chegamos exatamente no meio de uma greve de transportes em protesto a uma taxação governamental aos povos da floresta. A cidade estava bem cheia de trabalhadores de outras localidades e de pessoas que estavam de passagem. Ambos não conseguiram transporte para sair. Com isso, muitas hospedagens lotadas mas com sorte conseguimos achar um hostel "agradável". Nossa agregado ajudou bastante...e continuou falando.

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Custos
Passagem Brasiléia - Assis Brasil : R$9
Rio Branco - Brasileia : R$19
Taxi Assis Brasil - PM : 10 bol por cabeça
Travessia canoa : 1 bol

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Mais imagens em www.flavioveloso.com.br


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Fiz contato com uma amiga que fez o trajeto na época da chuva ( jan /2008).
Vale frizar que era um LandRover
Aí está o relato dela:

"Já passamos pela Estrada do Pacífico e foi durante o dia e com chuva.
A estrada está aberta todos os dias e as obras continuam. Os trabalhadores ajudam quando está com risco de deslizamento.
Sinceramente, achei que fosse bem pior!!!
Acho que o negócio é vir devagar e com muita atenção.
Nós pegamos alguma chuva e fizemos a estrada em dois dias.
Fizemos no primeiro dia até uma cidadezinha chamada quizemil (12 horas de viagem) , dormimos numa espécie de alojamento e no dia seguinte fizemos a segunda parte chegando a Puerto e depois a Cusco.
Acho que só é preciso cuidado e prudência, os motoristas de caminhões jogam o carro em cima da gente e se bobear, vai precipício abaixo."

Trecho 01 : Rio de Janeiro - Rio Branco ( ACRE )

Para situar: essa viagem será feita por três pessoas. Eu, Aline e Lianna, respectivamente um fotógrafo, uma bióloga e uma designer. Todos três cariocas sendo que a Lianna se encontrava em Manaus. Aline havia ido para Manaus encontrar-la e por isso da viagem teoricamente começar por Manaus. Não consegui sair a tempo por problemas com o passaporte e acabei abortando a etapa Manaus. Enfim, me encontrarei com as meninas em Rio Branco e entraremos no Peru ( !!! ) via Amazônia Acreana para começamos a mochilada.

Chegando ao Aeroporto em Rio Branco, de cara já ganho um presentão: duas horas a mais de sono. Por causa do fuso horário, volto no tempo duas horas. Como a idéia desta vez não é conhecer Rio Branco, o objetivo é rumar direto para um pulgueiro em frente a rodoviária, descansar e encontrar com as meninas no dia seguinte o mais cedo possível. Como a maioria dos aeroportos, esse também fica afastado da cidade. Para me inteirar do tempo e do preço, lá fui eu perguntar para um funcionário-amigo relâmpago. Como se não bastasse apenas me dar a informação, ( corrida aeroporto – rodoviária : R$50 ), ainda me arrumou um táxi de fora do aeroporto, que por te ido lá levar uma passageira e ter que de qualquer maneira voltar a cidade, me cobraria mais barato. Uma das vantagens de viajar sozinho é a necessidade constante de se fazer novas amizades.

Dica: para qualquer turista, mas principalmente para os que estão indo para Peru e Bolívia, sempre antes de pegar um táxi, pergunte o preço da corrida para alguem fora do contexto. Parece que não existe a palavra taxímetro em espanhol! Será sempre preço acordado.

Rio Branco, como toda cidade do Norte, aos olhos do Sudeste parece, no mínimo, estranha. Para quem está acostumado com a ostentação onipresente de Rio e São Paulo, ao encarar a simplicidade do Norte, toma um baque. Como pode a rua da night, ou da balada como preferem os paulistas, ser apenas um calçadão beira rio com barzinhos muitos deles feitos de madeira? Cadê os carros importados, as lourassapatosaltos e os pitboys? Rio Branco, ou o Norte, me pareceu de uma simplicidade muito tranqüila. Digo o Norte porque tudo ali me lembrou muito Belém, onde morei por algum tempo.

Dormi em um dos vários pulgueiros em frente a rodoviária. R$15 com café. Café de pulgueiro. Pão com manteiga, café com leite.

Dia seguinte me encontraria com as meninas as 6 da manha e partiríamos rumo a Assis Brasil.

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Gastos:

  1. Passagem RJ- RB, escala em Brasília. Gol Voo 1760 comprado em 01/06/07 : R$468,62
  2. Táxi em RB, Aeroporto - Rodoviária / Pulgueiro : R$45
  3. Pulgueiro com café : R$15
  4. Lanche Janta : R$3
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