
E foi só sair do Brasil que as histórias começaram.
Na Polícia Federal, agregamos um companheiro espanhol que estava a 8 meses rodando o mundo. Vocês não podem imaginar a felicidade do rapaz ao voltar para um lugar que falasse o idioma dele. Como se não bastasse, ele ainda ficaria quase 5 horas confinado em um carro com um taxista, normalmente famosos por falarem muito. Foram nada mais nada menos que cinco horas de um papo empolgadíssimo. De política internacional americana, passando pela situação de Cuba e Rússia, chegando a cremação de corpos na beira do rio Ganges.
Lá pela segunda horas de muito chão, pó, poeria ( minha licença ao Oswaldo ) passamos, na beira da estrada, por uma família - pai, mãe e chico de colo com suas respectivas mochilas. Nosso táxi para, eles conversam ao jeito deles - muito alto, muito rápido e com muitos gestos, e de repente o motorista abre a mala e lá entram todos. Agora me expliquem: como que um carro ( uma espécie de Parati ) consegue, levando 5 adultos + 4 mochilões ( o "ão" do mochilão vocês podem tomar por base que o espanhol estava a 8 meses viajando e nós apenas começando), oferecer, e o pior, aceitarem, uma carona. A família só conseguia gritar lá de trás "ventana, ventana" para abrimos a janela antes que eles morressem sufocados. Preferiram soterrados na poeira!
Chegasse a beira de um rio e após uma travessia de canoa, Puerto Maldonado nos esperava. Chegamos exatamente no meio de uma greve de transportes em protesto a uma taxação governamental aos povos da floresta. A cidade estava bem cheia de trabalhadores de outras localidades e de pessoas que estavam de passagem. Ambos não conseguiram transporte para sair. Com isso, muitas hospedagens lotadas mas com sorte conseguimos achar um hostel "agradável". Nossa agregado ajudou bastante...e continuou falando.
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Custos
Passagem Brasiléia - Assis Brasil : R$9
Rio Branco - Brasileia : R$19
Taxi Assis Brasil - PM : 10 bol por cabeça
Travessia canoa : 1 bol
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Mais imagens em www.flavioveloso.com.br
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Fiz contato com uma amiga que fez o trajeto na época da chuva ( jan /2008).
Vale frizar que era um LandRover
Aí está o relato dela:
"Já passamos pela Estrada do Pacífico e foi durante o dia e com chuva.
A estrada está aberta todos os dias e as obras continuam. Os trabalhadores ajudam quando está com risco de deslizamento.
Sinceramente, achei que fosse bem pior!!!
Acho que o negócio é vir devagar e com muita atenção.
Nós pegamos alguma chuva e fizemos a estrada em dois dias.
Fizemos no primeiro dia até uma cidadezinha chamada quizemil (12 horas de viagem) , dormimos numa espécie de alojamento e no dia seguinte fizemos a segunda parte chegando a Puerto e depois a Cusco.
Acho que só é preciso cuidado e prudência, os motoristas de caminhões jogam o carro em cima da gente e se bobear, vai precipício abaixo."




