Pegamos o trem Aguas Calientes - Ollantaythambo cedinho e imediatamente fretamos um táxi Ollantaythambo-Cuzco. Pesquise pq normalmente sai mais em conta fechar um táxi ( 4 pessoas - agregamos uma paulista conhecida na fila de MP) do que esperar por uma condução ( ônibus e vans ). Chegamos na rodoviária de Cuzco e de lá mesmo procuramos passagens Cuzco-Puno. Como compramos as passagens na hora, conseguimos "visitar" o ônibus antes de fecharmos negócio. Não aceite muita pressão com o papo de que as passagens acabarão, que o ônibus sairá em 3 segundos...Se puder ver antes, veja. Lemos muito relatos de gato por lebre. O ônibus é uma coisa na foto e outra na realidade. Apesar dos relatos, nada de anormal em toda viagem em relação aos transportes. Quem já morou no Norte e cresceu com o trânsito caótico do Rio de Janeiro, tira de letra. Quero dizer com isso para não se impressionarem com os relatos de caos que vendem por aí. Basta um pouquinho de bom senso em usar boas empresas. Para isso, pergunte sempre. No hostal sempre nos ajudaram. Mais confiável ainda se o hostal não vender passagens. No mais, se o banheiro do seu ônibus tiver uma parede de vidro quase até a altura do joelho, por favor, faça um bundalelê.
Chegamos em Puno e aqui é realmente uma impressão muito particular: Puno é feia pra caralho!!! Sei que essa opinião não é unânime, conheço gente viajada e exigente que gostou, mas ficamos em um local muito feio. Inacreditavelmente feio e caótico. Uma espécie de Chinatown + Vietna + Saara (centro do RJ).
Imaginem calçadas de 1m, com muitas pessoas. Nas ruas ônibus, táxis, moto-táxis, ciclo táxis, carros, bicicletas, triciclos, burro sem rabo...e todos, absolutamente todos, buzinando! As lotações simplesmente paravam na rua, fechando um ônibus, parando todo o trânsito e foda-se. É, isso aí: foda-se. Mas não um foda-se silencioso. Era um foda-se sonoro, com buzinas e gritos de todos os tipos. Descobri aonde os taxistas cariocas fazem pós-graduação em “fudelancia de escoamento viário”.
No hostel que ficamos havia cozinha e lá fomos nós para o Mercado Central comprar comida. Comprei um bife da tia de mão negra (negra mesmo...de sujeira ) e lhes digo: se eu não tive caganeira com aquela carne, não morro de nada alimentar nesta vida. O bife estava lá, entre cabeças inteiras de boi e restos de carnes não identificáveis, exposto na bancada. Não, não... se nem a cerveja é colocada na geladeira, a carne vai ser. Fala sério! Pedido feito, tia da mão negra pega os bifes (com a mão) como se fossem folhas de papel, na maior desenvoltura, joga uns bifes para cá, outros para lá, pega alguns e coloca dentro de um saquinho plástico e nos entrega.
Realmente é uma pena mas a impressão que fiquei de Puno foi essa.
A sorte de Puno é ficar a beira do lago Titicaca, sendo assim, base para a visitação das Ilhas do lado Peruano do lago. Contratamos um passeio, no próprio hostel, de dois dias e uma noite para passar pelas Ilhas Flutuantes, dormir em Amantani na casa de nativos e, no dia seguinte, seguir para visitar e almoçar em Taquile.
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Hospedagem Qoni Wasi : av. La Torre, 119 ( 051 ) 365784 - Cel. 9842082
Simples mas funcional. Cozinha, banho privado e internet. Para dormir vale. Se vai ficar mais tempo em Puno, não ficaria aqui pela localidade.
Quarto com banho privado para três pessoas : 10 soles
Passeio de dois dias e uma noite passando pelas Ilhas Flutuantes de Los Uros, dormindo na casa de Nativos em Amantani e visitando no dia seguinte Taquile. Apenas o almoço do segundo dia não incluso: 60 soles.


Um comentário:
Suas fotos tão de tirar o fôlego, absurdas! Fiquei curiosa pra saber qual será o próximo destino :) Beijo, Aninha
Obs: Meu e-mail é analuiza.moraes@gmail.com. Qnd tiver um tempinho, passa lá pra dar um "Oi", tá, mal educado! :P
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