Bom, tudo muito tranqüilo, todos já aclimatados, é hora de irmos para Machu Picchu. O mal da altitude é cruel e vai te pegar, mas passa.Muita gente deixa a mochila em depósitos nos hostals e leva só o necessário, principalmente quem vai de trem direto ( bem caro ) e quem pretende voltar a Cuzco. Não nos encaixávamos em nenhum dos dois casos mas fica a opção para quem quiser.
Pegamos um ônibus para Chinchero no terminal rodoviário, e não na rodoviária. Se informe no hostal ou no centro de info. Por falar nele, use e abuse do centro de informações em Cuzco pq realmente funciona.
Ônibus confortável mas apertado. Nada assustador. Como já escrevi aqui, deve ter sido em algum lugar entre Peru e Bolívia que se criou a expressão "sempre cabe mais um". Por causa do horário, havia muitos colegiais, que não pagam passagem, mas tb não podem se sentar. Saca a tampa do motor aonde os amigos do motorista sempre sentam para um bate papo? No Peru, ali é lugar marcado. Compra-se passagem para ir ali...rs. É sério. Se tiver opção, sente-se do lado direito. A paisagem é bem bonita.
Chegamos e fretamos um táxi-lotação para Ollantaytambo. Espera-se quatro pessoas para encher o táxi e racha-se a corrida. Sai o mesmo valor do ônibus. Comum e quase oficial. Fique tranqüilo que te abordarão na rodoviária em Chinchero.
Chegando em Ollantaytambo, fomos direto comprar o ticket do trem para Machu Picchu. Não tenha pressa e faça muitos cálculos na hora de comprar o ticket. Não acredite fielmente no que o cara do guichê disser pq mesmo não sendo mentira, haverá muitas alternativas àquele preço. Veja a tabela de dias, horários e preços afixada no guichê e pergunte muito. Por exemplo, se vc ficar apenas um dia em Aguas Calientes ( base para MP ) o ticket é um preço. Se vc ficar um dia a mais o ticket é muito mais barato. Faça cálculos e veja o que pode ser mais vantagem para o seu bolso e para o seu tempo/roteiro.
Dica: se chegar de táxi e for logo comprar a passagem, combine ainda em Chinchero para ser deixado no guichê que não é tão perto de ir com mochilão nas costas. Fica bem abaixo da cidade. Suba de mototáxi ( 0.50 centavos )
Acabamos que só conseguimos o ticket para sair de Ollamtaytambo no dia seguinte a noite. E adoramos.
Arrumamos um hostel barato, comemos uma pizza e fomos ver o que havia naquele lugar que parecia mágico. Flui uma energia muito forte naquele local. Não ficamos com dúvida disso.
Ollantaytambo é um vilarejo muuuito pequeno, cravado em meio a ruínas, onde desde os tempos dos incas não deixa de ser habitado. Muitos ali vivem fora do contexto de um mundo globalizado e cibernético. E nem por isso são menos simpáticos. Acordei de madrugada e fui a caça. Não consegui muita luz pq a cidade é realmente encravada no meio das montanhas mas como os turistas ainda dormiam, a cidade era autêntica. O figura passeando com um touro gigantesco na coleira e o casal de velhinhos que, na calçada, cortava com um serrote um leitão ensangüentado e viscerado ao meio se fosse a coisa mais corriqueira do mundo valeram a queda madrugal da cama.

Dica: aos fotógrafos mais empolgados, "propina" é lei. Mesmo sendo convidado a entrar na casa dos velhinhos primos do Jack estripador, quando terminei de fotografar e agradeci, eles esticaram a mão e eu não tinha um puto no bolso. Aperta dali, explica daqui, futuca de lá, achei umas moedas de dólar perdidas na minha segunda pele que me salvaram de tomar um serrotada na idéia...rs. Se não passa nem perto de vc - como não passa muito de mim- a idéia de pagar para fotografar, nem tente ou saiba que vais acabar tendo que pagar se clicar sem perguntar ( pedir) antes. Para abrir portas e sorrisos, levei daqui muitas figurinhas de campeonato brasileiro e chocolates para as crianças. Eles também curtem muito futebol. Principalmente o nosso. Ou vc pode acabar com a imagem de um velhinho com um serrote cheio de sangue na mão dizendo - Siempre hay propina.Mas uma vez optamos por não visitarmos as ruínas já que estávamos à alguns quilômetros de MP. Clicamos de longe, olhamos de fora, peguntamos informações mas não pagamos para ir. Inclusive ACHO que essas ruínas fazem parte do tal passaporte adquirido em Cuzco.
Também me chamou atenção o artesanato local. Muito mais trabalhado e característico ( menos industrial e turístico ) do que em Cuzco.

Para economizar, almoço em frente ao Mercado Municipal. Fica a dica: normalmente sempre a região com os melhores preços da cidade.
A noite, trem para Águas Calientes.*************************************
Custos :
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mais imagens em www.flavioveloso.com.br
Custos :
Hostal em Cuzco : 80 soles ( 20 a diária x 4 dias )
Táxi do Hostal para terminal : 3 soles o carro (1 soles para cada )
Busão para chinchero : 2 soles
Táxi Chinchero - Ollantaytambo : 3 Soles
Janta em Ollanta ( Pizza + Cusquena ) : 22 soles
Hostal - uma diária : 10 soles
Almoço em frente ao mercado : 4 soles
Trem Ollantaytambo - Águas Calientes - Ollantaytambo - Águas Calientes ( ida e volta ) : $ 47 ( dólares )
Táxi do Hostal para terminal : 3 soles o carro (1 soles para cada )
Busão para chinchero : 2 soles
Táxi Chinchero - Ollantaytambo : 3 Soles
Janta em Ollanta ( Pizza + Cusquena ) : 22 soles
Hostal - uma diária : 10 soles
Almoço em frente ao mercado : 4 soles
Trem Ollantaytambo - Águas Calientes - Ollantaytambo - Águas Calientes ( ida e volta ) : $ 47 ( dólares )
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